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Intervenção numa reunião por ocasião do trigésimo aniverário do Insituto  da Europa junto à Academia das Ciências da Rússsia

A formação da nova integração europeia coincidiu com ima intensa fase do processo de globalização; A globalização foi uma força  de estímulo e de inspiração durante a formação da União Europeia. Os debates sobre a crise da globalização são travados hoje praticamente ao mesmo tempo com os sobre fenômenos de crise na integração europeia. Assistimos a uma polémica na imprensa europeia: quem seria culpado de a globalização que tinha dado uma palpável contribuição positiva para o desenvolvimento mundial não ter conseguido chegar a ser um modelo universal de organização do mundo e antes de mais nada – um modelo harmonizante .

“Um trilema inevitável da economia mundial – as contradições entre as realidades da democracia, soberania e da integraçaõ econômica global” tornaram-se, na opinião dos prestigiados participantes do debate, um pomo de discórdia e pedra de escândalo simultaneamente. É claro que estas tendências mundiais gerais não puderam deixar de exercer uma influência negativa sobre a integração que tinha reunido uma parte considerável da Europa. Segundo pôs em relevo Alexie A. Gromyco em uma das suas recentes intervenções, os antigos princípios da integração europeia deixam de ser um objeto de reprodução.

As élites europeias, fieis à União Europeia, concordam que a propria ideia desde o início traz as aparências de um projeto politítico estruturado “de cima para baixo”. Uma das pesquisas coletivas sobre o problema de identidade europeia publicada pela Universidade de Cambridge reza: “Os peritos de ciências políticas da União Europeia patrocinados com frequência  pela Comissão Europeia estão concentrando sua atenção antes de tudo para a própria UE e para a influência exercida pelas suas instituições... Ao mesmo tempo tem sido praticamente exluido do foco de atenção a questão de formação de sensações de comunidade “de baixo para cima”  tanto fora das instituições da UE, como ao lado delas... A crise econômica tem revelado com clareza que os princípios disciplinários externos da integração ultrapassam a integação interna e às vezes contradizem-lhe, tanto como à sua diversidade regional”.   

Hojeanecessidadedepreservaçãoda capacidade de concorrer global é bemclaraparaaEuropa. O mesmo dá-se com a necessiade e de uma rápida transição para uma nova revolução industrial. No entanto os países do leste europeu não têm recursos econômicos e financeiros suficientes para a criação da sua própria indústria com a capacidade de concorrer. A doação de 20 por cento proveniente das fundações europeus dada aos orçamentos destes países de uma certa medida tinha ajudado a amortizar uma evidente disproporção entre a “velha” e “nova” Europa no desevolvimento social e econômico.

Na opinião Yuri V. Chevtsov, diretor do Centro para os Problemas da Integração Europeia em Minsk, “hoje dá-se uma patente transição da integração europeia para um novo princípio em relação aos países subdesenvolvidos. As doações do nível antigo,  tanto as latentes, como patentes, acabaram de passar a serem impossíveis. O plano de Junker que visa estimular o setor de altas tecnologias na UE ... abrange basicamente os países da “velha” Europa com uma maior prontidão para isso… Uma inevitável redução da doação  aos habitantes do leste europeu tem criado uma nova realidade prolongada para eles.   Esta realidade tende estimular os traços negativos que se tinham revelado no desenvolvimento da região já há muito tempo. Que poderia dar-se na Europa durante os próximos 10-15 anos? Que consequências poderia ter a transição da UE para o novo modelo de desenvolvimento?”

Em relação com isso surge uma outra pergunta bastante importante para nos: se esta nova reealidade poderia criar uma possibilidade para uma  nova aproximação histórica da Rússia e dos países desta parte da Europa?

Claro que estamos preocupados não apenas com as questões da economia e com a estabilidade do mercado europeu que consome nossos recursos energéticos. O postulato de a Rússia ser uma parte da Europa parece incontestável.  Pierre Chaunu, um historiador francês da cultura, disse que apenas o envolvimento no diálogo dentro de uma civilização podia servir de critério de pertinência à civilização europeia. É claro que a Russia corresponde com este critério por completo.   No entanto de onde vem a sensação de um “divisor de água”, de um “mediastino” entre a Europa e a Rússia que outrora expirementaram com tanta força os “eslavofilos” junto com os “ocidentalistas?

Neste sentido encontramos uma tal antinômia: a Rússia – uma parte da Europa que nunca chegou a ser a parte dela. Acaso não existiu uma poderosa influência da cultura bizantina sobre a civilização europeia? Acaso não existem numerosos testemunhos de uma dissolvida presença desta cultura nas cidades europeias – italianas, alemãs e outras? No entanto o Bizâncio nunca conseguiu tornar-se uma parte da Europa que empenhou tantos esforços com vista à destruição da civilização a herdeira da qual se tornou a Rússia.

É sintonmâtico que as autoridades dos Páises Baixos acabaram de colocar a Rússia na lista dos “países em redor da Europa”. Um estatus como este foi introduzido no conceito da política cultural externa do reino para os anos 2017-2020. Mas sabemos que esta estimação seria aprovada não apenas pelos Países Baixos. É paradoxal que foi a Holanda que tinha sido o principal parceiro e inspirador do Czar Pedro o Grande que abriu a força a “janela para a Europa”.

“A Rússia é uma parte da Europa”, - dizemos isso como que estéjamos em outra margem oposta. Porque é issoPara nos seria mais natural dizer: “A Europa é uma parte da Rússia. Tanto mais que a Rússia não é absorvida pela Europa, e uma parte considerável dela pertence à Ásia e, além do mais, não apenas no  sentido territorial. No início do século passado um dos pensadores russos tinha escrito: “Observando a imprensa, atendendo a opinião pública chego a perceber com tristeza: o quanto pouco é o apreço do verdadeiro pensamento russo, o quanto timidamente, como que estejam pedindo desculpas, pensam os russos em russo, se os pensamentos deles não coinsidirem com os do ocidente”.   

O Instituto da Europa não é simplesmente uma instituição académica: mas sim, – um centro, uma concentração do pensamento russo sobre a Europa. Sendo que em nossas atividades conseguimos manter um balanço importante; com frequência ignorado, especialmente pelo nosso sistema de ensino, quando uma parte da Europa goza da prioridade em prejuizo de outra. Isto é nosso “ponto neurálgico” histórico. O pensador-observador que acabei de citar disse com pena: “Sabemos alguma coisa da história e da literatura alemã, francesa e inglesa,  mas a  história e literatura dos eslavos é uma “terra incognita” para nos. Se os russos tiverem um exame da história dos eslavos, teria uma coisa edificante, exatamente: teriamos vergonha de nossa ignorância Pois, foram os Carlos’, Frederiques e Luis’ que estudamos na escola, e os eslavos – não”.   

Segundo palavras figurativas do filôsofo russo, Vladimir Ern, a Europa tinha feito em relação à Russia uma transformação “de Kant a Krupp”, bastante rápida. Edemosguardarissonamemóriamuitobem.

Quais são as tendências a prevalecer na Europa? As centrípedes que irão resultar no aprofundamento de uma nova convergência interna, ou centrífugas que irão fazer com que a Europa volte a ser um conglomerato dos estados nacionais? Acontece que a história não se repete apenas em pormenores.    

Penso que não há necessidade de qualquer um de nós tornar-se eurocético ou eurootimista. No entanto a mim me parece que na nossa sociedade politolôgica (mas não na cietífica) a porcentagem, de eurootimistas excede a em qualquer outro país europeu. Para nos é importante entenderr: qual seria a influência que iríamos exеperimentar resultante do ulterior desenvolvimento da Europa em todos os seus aspetos – político, cultural, econômico? QualseriaasignificaçãodestasmudançasparaaRússia? Paraqueteríamosdeestarpreparados?

 

Um papel e uma significação inapreciável no prtocesso de solução destas tarefas adquire o trabalho do seu instituto, do seu pessoal ímpar ao qual gostaríamos de desejar êxitos nas atividades de tanta importância! 

 

segunda, 23 dezembro 2013 21:07

Ucrânia – China: “terceira alternativa”?

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Agora seria difícil dizer quando um estalido fraco  ressonou na Europa dando o início ao “processo belovejsqui” que praticamente nos nossos olhos está dominando a União Européia, lenta- mas naturalmente. Aliás fendas bem vistas tinham surgirdo ainda antes da crise finaceira que com evidência polarizou os interesses da “periferia” e do “centro”; dos membros do clube, novos e antigos.

 

"Na Inglaterra tudo é possível, na Inglaterra não se pode fazer nada”, - disse-me uma dama da Rússia que entende em assuntos britânicios. E mais um aforismo: “A Inglaterra é dividida em duas partes – as pessoas muito ricas e os que servem a elas”. Por esta razão russos ricos e muito ricos têm a Grã Bretanhã como uma Tera da Promissão graças não apenas a sua fama do centro financeiro do mundo.

A propôsito, o primeiro aforismo significa de modo algum que ricos podem ter bula para rudo e pobres – para nada. A Inglaterra ainda não desceu à crápula mais vil.  Trata-se antes de que um regulamento extravagante, numerosas regras as mais variadas certificações tendem regularizar até as mais simples situações de vida atribuindo a tudo uma cor puramente britânica. 

Numa polémica com o Chefe do Comité para as Relações Exteriores do Parlamento da Federação da Rússia, Alexei Puchkôv, feita através do Tweeter o Embaixador dos EUA em Moscou, Michael McFawl fez uma observação: "Ele (o Presidente Obama) está disposto a defender as normas do direito internacional que proibem o emprego do armamento químico". É claro que esta posição está em sintonia com as últimas declarações do Secretário do Estado dos EUA, John Kerry que salientava mais de uma vez que os crimes semelhantes contra a humanidade não podem ficar impunes.  

quinta, 29 agosto 2013 00:00

Мulticulturalismo: guerra ou paz?

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Náo foi a Europa onde nasceu a ideia de multiculturismo.É de supor que na Canadá, Austrália e nos EUA este modelo tem sido implementado com sucesso já durante umas dêcadas; Claro que mesmo alí nem tudo está correndo bem, se tomar em conta, por exemplo, um crescente desequilíbrio demogrâfico a favor  da população norte-americana da expressão hispânica. Porém estes países parecem hoje um refúgio tranquilo em comparação com as veementes paixões europeias. 

Earnest Monitz, o novo Ministro da Energética dos EUA não fez uma impressão especial para a Comissão do Senado que deveria aprovar sua nomeação para o cargo. A pergunta de um senador republicano se o novo ministro estaria disposto a explorar a plataforma marítima petrolífera com vista de acabar com a dependência da Rússia ficou sem resposta. Monitz também esquivou-se da pergunta relacionada com a exploração das enormes jazidas de gás na Alasca.

quarta, 10 julho 2013 14:41

Défice de “potentado”

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”Actualmente o maior indicador de poder não passa pela capacidade de iniciar uma guerra, mas pela capacidade de as prevenir”. Esta é a voz do séc. XX, flagelado por confl itos e guerras sangrentas, e pertence à escritora norte-americana Ann O’Hare McCormick, que sobreviveu a duas Guerras Mundiais e faleceu em 1954. Porém, rapidamente o poder passou a ser medido não só pela incrível capacidade de aniquilação mútua, mas também pela quantidade de guerras regionais que o país conseguia enfrentar em diferentes pontos do mundo ao mesmo tempo. Máximas desta natureza passavam de doutrina militar em doutrina militar. Este critério manteve-se depois do final da guerra-fria e até aos dias de hoje.